<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Eustáquio Márcio de Oliveira &#8211; Cooperabaeté</title>
	<atom:link href="https://cooperabaete.com.br/author/eustaquio-marcio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cooperabaete.com.br</link>
	<description>Uma Cooperativa que Fazemos Juntos</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Jan 2026 13:49:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cooperabaete-150x150.png</url>
	<title>Eustáquio Márcio de Oliveira &#8211; Cooperabaeté</title>
	<link>https://cooperabaete.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A cachorra que Deixou o Dono Perdido</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/a-cachorra-que-deixou-o-dono-perdido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 13:48:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperabaete.com.br/?p=14213</guid>

					<description><![CDATA[Nos últimos anos, tenho percebido que a fauna tem sido melhor preservada, apesar do avanço da agricultura e da pecuária. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tenho percebido que a fauna tem sido melhor preservada, apesar do avanço da agricultura e da pecuária. A conscientização aumentou e, com isso, a presença de animais silvestres no meio rural tornou-se mais frequente. Também o mau trato aos animais domésticos passou a ser combatido, diminuindo bastante em relação ao passado</p>
<p>A história de hoje, contada pelo meu amigo José Eustáquio Marcelino, vem justamente desse tempo não tão distante em que certas práticas ainda ocorriam. Trata-se da decisão, nada recomendável, de um morador da zona rural que queria se livrar de uma cadela</p>
<p>A solução que o fazendeiro encontrou foi conduzir a cachorra até a cidade de Abaeté. Depois de percorrer várias ruas centrais, abandonou o animal na tradicional feira que acontecia aos sábados. Naquele tempo, a feira ainda era na praça da Prefeitura.</p>
<p>Depois de se desfazer da cadela, o fazendeiro realizou algumas compras, abasteceu o carro e voltou para casa. Ao chegar, teve uma grande surpresa: a cachorrinha abandonada já estava de novo na fazenda.</p>
<p>Na hora, bateu um arrependimento. O homem se sentiu até aliviado ao ver a cachorra de volta. Por um tempo, desistiu da ideia de se livrar dela</p>
<p>Meses depois, a mulher reclamou que a cadela estava comendo os ovos nos ninhos das galinhas. E lá foi refeito o plano de se livrar da Pretinha, que era o nome da vítima</p>
<p>Na primeira oportunidade, o homem levou a cachorra novamente para uma viagem sem volta. Dessa vez, procurou ser mais eficiente. Percorreu toda a cidade, deixou a cadela caminhar livremente, tornou a colocá-la no carro e pegou estrada em direção contrária à sua residência</p>
<p>Depois de vários quilômetros rodados, deixou a rodovia e adentrou uma floresta de eucalipto. Estacionou o carro e caminhou em zigue-zague pela mata por mais de uma hora. Deixou a cadela em liberdade e se deitou à sombra de uma árvore.</p>
<p>Acabou dormindo. Quando acordou, já anoitecia. A cachorra não estava mais ali. Decidiu telefonar para casa. A mulher atendeu e deu a notícia: “A Pretinha voltou, está aqui. E você, onde está?”</p>
<p>O fazendeiro, meio envergonhado, respondeu: “Estou perdido, numa floresta de eucalipto, perto do Quartel. Mande alguém trazer essa cachorra aqui, para ver se ela me encontra”.</p>
<p>Postado por: Renato Alves</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Pirralho &#8211; Causos da Roça</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/o-pirralho-causos-da-roca/</link>
					<comments>https://cooperabaete.com.br/o-pirralho-causos-da-roca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 14:04:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperabaete.com.br/?p=14111</guid>

					<description><![CDATA[Hoje me lembrei de um acontecimento familiar interessante, do início da década de 1990, que envolve pessoas muito queridas. Naquele [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje me lembrei de um acontecimento familiar interessante, do início da década de 1990, que envolve pessoas muito queridas. </p>
<p>Naquele dia, eu estava em viagem de serviço, e minha família permanecia em nossa residência, em Belo Horizonte.</p>
<p>Meu saudoso irmão Aguimar, que morava em Brasília, esteve em Abaeté visitando nossa mãe e, de lá, seguiu para a capital mineira para ver os irmãos e sobrinhos que ali moravam.</p>
<p>A última visita foi à minha casa. Mesmo sabendo que eu não estava, fez questão de visitar minha esposa e meus filhos. Quando se despediu para ir à rodoviária pegar o ônibus de volta a Brasília, minha esposa, para ser gentil com o cunhado, resolveu chamar um táxi e acompanhá-lo até o terminal.</p>
<p>Ao chegar lá, nem desceu do carro: apenas se despediu e pediu ao motorista que fizesse o caminho de volta, pois havia deixado o filho mais novo, de sete anos, sozinho em casa. Os irmãos estavam no colégio.</p>
<p>O que ela não imaginava é que, nesse intervalo, o caçula, já alfabetizado e bastante esperto, começou a se preocupar com a solidão e decidiu agir. Pegou o “catálogo de telefones” (aquele livrão amarelo que, à época, era tão importante quanto o Google de hoje), achou o número da rodoviária e ligou para o serviço de informações. Foi transferido para outro setor e, com toda a seriedade, fez um pedido de emergência.</p>
<p>Poucos minutos depois, meu irmão levou um susto com o seguinte anúncio no serviço de alto-falante: “Atenção, senhora Vitória Oliveira: o senhor Rodrigo Augusto pede para a senhora ligar agora para sua residência.” O tio Aguimar não teve dúvida. Correu até uma cabine telefônica, ligou para minha casa e foi atendido pelo pequeno Rodrigo, que, depois de assegurar que estava bem, levou uma bronca do tio e<br />
foi informado de que a mãe já estava a caminho.</p>
<p>Antes de embarcar, meu irmão ainda voltou ao balcão do serviço de alto-falante e pediu que desconsiderassem o aviso, explicando que “o senhor Rodrigo era apenas um pirralho com medo de ficar sozinho em casa”.</p>
<p>Postado por: Renato Alves</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperabaete.com.br/o-pirralho-causos-da-roca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Menino ou Menina? – Causos da Roça</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/menino-ou-menina-causos-da-roca/</link>
					<comments>https://cooperabaete.com.br/menino-ou-menina-causos-da-roca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 20:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperabaete.com.br/?p=13538</guid>

					<description><![CDATA[Há muitos anos, quando ingressei no serviço público, fui morar em Aracaju, capital de Sergipe, o menor estado do Brasil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos, quando ingressei no serviço público, fui morar em Aracaju, capital de Sergipe, o menor estado do Brasil em extensão territorial. É um lugar maravilhoso, de gente hospitaleira e trabalhadora. Em razão do meu trabalho, acabei conhecendo todos os municípios do Estado, que também não eram muitos. Foi assim que descobri a história que vou contar aqui.</p>
<p>Naquele tempo, não havia esse costume de mulheres grávidas fazerem exames de ultrassom durante a gravidez, para acompanhar o desenvolvimento do feto e também conhecer previamente o sexo da criança, como é comum atualmente. Claro, já havia esse tipo de exame, mas não era utilizado para esse fim.</p>
<p>Os casais então recorriam a crendices para tentar saber se teriam um menino ou uma menina.</p>
<p>Mas, numa simpática cidade do interior de Sergipe, surgiu um médico que se dizia especialista em definição prévia do sexo de crianças, a partir do quarto mês de gestação.</p>
<p>Claro, o doutor se tornou uma celebridade na região. Apesar de ser um exame caro, o consultório do especialista ficava sempre cheio.</p>
<p>Com o tempo, vieram muitas polêmicas sobre acertos e erros do diagnóstico.</p>
<p>O caso chegou à polícia, porque casais insatisfeitos acusaram o médico de erro no exame na análise prévia realizada.</p>
<p>Na investigação, que teve busca e apreensão no consultório médico, além de oitivas de testemunhas e várias diligências, apurou-se que o doutor lançava na sua ficha o nome da mãe grávida e o sexo da criança, além de data e horário do exame, ao tempo que informava ao casal o sexo da feto, mas sempre invertendo o resultado escrito na ficha da paciente.</p>
<p>Ou seja se colocasse na ficha “masculino”, aos pais dizia “menina”. Se acertasse, não haveria reclamação. Mas, se não acertasse e recebesse a visita dos pais insatisfeitos, com calma, ele perguntava o nome da mãe, abria o fichário, informava a data e hora do atendimento e dizia: “se a senhora teve uma menina, foi mais um acerto meu. Está aqui registrado”. E mostrava a ficha.</p>
<p>Por Osvaldo</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperabaete.com.br/menino-ou-menina-causos-da-roca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Instabilidade e Irregularidade</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/instabilidade-e-irregularidade/</link>
					<comments>https://cooperabaete.com.br/instabilidade-e-irregularidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 11:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cooperabaete.com.br/?p=11995</guid>

					<description><![CDATA[Por: Eustáquio Márcio de Oliveira, cooperado, ex-presidente da Cooperabaeté Com a experiência de produtor de leite há quase quatro décadas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="fontstyle0">Por: <strong>Eustáquio Márcio de Oliveira</strong>, cooperado, ex-presidente da Cooperabaeté</span></p>
<p>Com a experiência de produtor de leite há quase quatro décadas, não é difícil saber que o mercado de lácteos tem como uma de suas características a instabilidade. Como se trata de um alimento popular muito importante, as eventuais crises sociais afetam muito esse mercado. Mas o que era instabilidade passageira se transformou em barreira quase intransponível para os produtores se manterem na atividade.</p>
<p>Claro, houve uma pandemia que durou mais de dois anos, a economia mundial foi virada de ponta a cabeça, a renda das famílias caiu e, com ela, o consumo de certos alimentos. A despeito da superação de grande parte desses problemas oriundos da época da pandemia, o mercado de leite e seus derivados fica a cada dia mais difícil, pelo menos na nossa região. De vez em quando, tem a concorrência dos produtos importados, muitas vezes, de países que pagam subsídios aos seus produtores.</p>
<p>Agora, além da necessidade de enfrentar as adversidades citadas, os produtores da região de atuação da Cooperabaeté enfrentam também um problema de descumprimento de lei importante na equalização das forças do segmento. Esse problema é muito grave, porque transfere ao produtor, elo mais fraco da corrente, todo o ônus das instabilidades do mercado dos derivados do leite.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-11996 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/05/leite-materia-prima-1.jpg" alt="" width="796" height="478" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/05/leite-materia-prima-1.jpg 796w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/05/leite-materia-prima-1-300x180.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/05/leite-materia-prima-1-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 796px) 100vw, 796px" /></p>
<p>Para se entender o quanto é absurda a situação do produtor de leite, vale questionar: será que existe outro ramo da indústria em que o preço da matéria prima somente seja definido, de forma unilateral, pela fabricante, um mês depois de recebida na fábrica, processada e, certamente, vendida?</p>
<p>A norma descumprida, sistematicamente, pela indústria do laticínio é a Lei INSTABILIDADE E IRREGULARIDADE Eustáquio Márcio de Oliveira, cooperado, ex-presidente da Cooperabaeté 12.669, de 19 de julho de 2012, que determina, textualmente: “Fica obrigada a empresa de beneficiamento e comércio de laticínios a informar ao produtor de leite o preço pago pelo litro do produto, até o dia 25 mês anterior à entrega”. Parágrafo único: “A não-informação penalizará a empresa de beneficiamento e comércio de laticínio a pagar o maior preço praticado no mercado”.</p>
<p>Essa lei é muito importante, porque permite que o produtor possa se planejar, para produzir dentro dos limites razoáveis que o mercado lhe permite. Do contrário, quando ele não sabe o preço da sua produção, não consegue, muitas vezes, evitar significativas perdas, porque entrega seu produto durante todo mês e, normalmente, é informado do preço no quinto dia do mês seguinte.</p>
<p>A indústria de laticínios costuma burlar essa lei, enviando à Cooperativa uma correspondência em que atribui ao preço a ser pago no mês seguinte um valor irrisório, como parcela fixa, seguida de vários outros itens que são chamados de variáveis e, por isso, não informados.</p>
<p>Na realidade, não procede essa informação, porque o que pode variar com frequência são os itens que compõem a qualidade do leite e, raramente, a escala de produção.</p>
<p>Então, para reforçar, a lei determina a informação ao produtor, ou seja, informação direta. A lei manda informar o preço, que significa o valor efetivamente pago pelo produto, e não uma equação ou um enigma. Bastaria a mensagem: preço do leite no próximo mês &#8211; x reais, mantidos os mesmos parâmetros variáveis. Simples assim.</p>
<p>De fato, essa prática, além de ilegal, porque descumpre uma lei, é muito injusta e danosa aos produtores do leite, que, no seu dia a dia, já enfrentam muitas adversidades, como as irregularidades climáticas, os elevados preços de insumos, a própria instabilidade dos preços dos produtos lácteos, além de várias outras.</p>
<p>Para se entender o quanto é absurda a situação do produtor de leite, vale questionar: será que existe outro ramo da indústria em que o preço da matéria prima somente seja definido, de forma unilateral, pela fabricante, um mês depois de recebida na fábrica, processada e, certamente, vendida?</p>
<p>Em agosto de 2022, os produtores da Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região Limitada, mais uma vez, não souberam, dentro do mês, o preço do leite durante os trinta e um dias do mês. A desagradável surpresa somente foi descoberta no dia cinco de setembro, quando o caos já estava instalado. A queda foi brutal, tardia e estranha, porque, em julho, também tardiamente, o preço veio com um significativo aumento e com uma bonificação por acréscimo de produção. Ou seja, a indústria queria mais leite para o mês de agosto. Os produtores acreditaram nisso.</p>
<p>É possível e provável que tenha havido queda nas vendas dos produtos lácteos, a partir de meados do mês de agosto. Então, se a norma tivesse sido cumprida, com a informação devida aos produtores, a indústria, no mínimo, dividiria com o setor primário o ônus da queda de preços. Do contrário, como o produtor não foi informado no tempo da lei, a fabricante pode transferir esse custo aos integrantes do elo fraco da corrente.</p>
<p>Não é preciso ser muito inteligente, nem grande conhecedor do Direito, para entender que essa é uma prática injusta de comércio e que ela não se sustenta diante de um questionamento na justiça.</p>
<p>Então fica aqui um resumo singelo da catástrofe e a proposta à diretoria da Cooperativa, para que, a seu critério, adote as necessárias medidas para melhorar essa situação.</p>
<p>Cooperabaeté, uma cooperativa que fazemos juntos.</p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://cooperabaete.com.br/instabilidade-e-irregularidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
