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	<title>Mônica Maria &#8211; Cooperabaeté</title>
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	<description>Uma Cooperativa que Fazemos Juntos</description>
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	<title>Mônica Maria &#8211; Cooperabaeté</title>
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	<item>
		<title>Qualidade do Leite em 2026 &#8211; Gestão, Ciência e o Básico Bem-feito.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 12:47:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Produzir leite de alta qualidade em 2026 exigirá, mais do que novas tecnologias, gestão eficiente, padronização de processos e disciplina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Produzir leite de alta qualidade em 2026 exigirá, mais do que novas tecnologias, gestão eficiente, padronização de  processos e disciplina na execução das rotinas básicas. A experiência acumulada no Brasil e no mundo demonstra que os melhores resultados de qualidade do leite não surgem de soluções complexas, mas da aplicação consistente e do monitoramento de práticas consagradas pela ciência.</p>
<p>Antes de avançar, o primeiro passo é olhar para trás com método: revisar o que foi feito, analisar os resultados obtidos (CPP, CCS, ocorrência de resíduos, descarte de leite, perdas econômicas) e identificar pontos críticos.</p>
<p>A gestão da qualidade começa com dados confiáveis, avaliação técnica e tomada de decisão baseada em evidências. Para tal, sugere-se:</p>
<p><strong>1. Revisar processos e resultados </strong></p>
<p>A melhoria contínua depende do ciclo planejar, executar, avaliar e corrigir. Indicadores como CPP, CCS, temperatura do leite, mastite clínica e subclínica, uso de antimicrobianos e testes de resíduos devem ser acompanhados sistematicamente.</p>
<p>Dica de ouro: Fazendas com desempenho consistente utilizam esses indicadores não apenas para atender à legislação, mas como ferramentas de gestão, promovendo ajustes rápidos nos processos e alinhamento da equipe.</p>
<p><strong>2. Manejo de ordenha </strong></p>
<p>(onde a qualidade começa &#8211; ou termina O manejo de ordenha é determinante para a qualidade  microbiológica e a saúde da glândula mamária. Rotina padronizada, teste da caneca, pré-dipping eficaz, secagem correta dos tetos, colocação adequada das teteiras e pós-dipping eficiente são fundamentais.</p>
<p>Dica de ouro: Estudos demonstram que falhas simples na rotina aumentam significativamente a CPP e a CCS, independentemente do nível tecnológico da fazenda.</p>
<p><strong>3. Limpeza e sanitização dos equipamentos</strong></p>
<p>Equipamentos de ordenha e tanques de refrigeração são superfícies críticas para formação de biofilmes e maior CPP do leite. A limpeza deve seguir princípios científicos claros:<br />
&#8211; Uso correto de detergentes alcalinos e ácidos;<br />
&#8211; Temperatura adequada da água;<br />
&#8211; Concentração correta dos produtos;<br />
&#8211; Tempo de circulação suficiente;<br />
&#8211; Uso de desinfetantes, 30 minutos antes da ordenha seguinte;<br />
&#8211; Verificação periódica da eficiência da limpeza.</p>
<p>Dica de ouro: Não se trata de usar mais produtos, mas de usá-los corretamente, conforme recomendam os fabricantes.</p>
<p><strong>4. Refrigeração rápida do leite</strong></p>
<p>A refrigeração imediata do leite a temperaturas ≤ 4°C é essencial para controlar o crescimento bacteriano. O produtor deve garantir tanque com capacidade adequada, funcionamento correto, monitoramento contínuo da temperatura e agitação eficiente do leite</p>
<p><strong>Dica de ouro: A ciência é clara:</strong></p>
<p>quanto mais rápido o leite for refrigerado em temperatura de 4°C, menor será a multiplicação bacteriana, refletindo diretamente na CPP.</p>
<p><strong>5. Bem-estar animal : qualidade</strong></p>
<p>começa na vaca Vacas estressadas apresentam maior incidência de mastite, queda de imunidade e pior desempenho produtivo. Pontos chave incluem: conforto térmico; boa qualidade de camas e áreas de descanso; acesso contínuo à água limpa, em quantidade e com qualidade e condução dos animais de forma calma e previsível.</p>
<p>Dica de ouro: Sistemas que priorizam o bem-estar apresentam, de forma consistente, menores CCS e melhor eficiência produtiva.</p>
<p><strong>6. Uso racional de antimicrobianos </strong></p>
<p>O uso responsável de antimicrobianos envolve diagnóstico correto, escolha adequada do medicamento, tratamento conforme a bula, respeito ao período de carência e avaliação contínua da necessidade de uso. Dica de ouro: Além de reduzir o risco de resíduos no leite, essa abordagem contribui para o combate à resistência antimicrobiana, preconizado por organismos internacionais.</p>
<p><strong>7. Protocolo MRST : prevenção de resíduos no tanque</p>
<p>A implantação do protocolo MRST</strong></p>
<p>&#8211; Marcação, Registro, Separação e Tratamento conforme a bula &#8211; é essencial para prevenir resíduos no tanque. Inclui marcar e separar animais tratados, descartar todo o leite durante a carência, ordenhar por último, realizar testes quando houver dúvida e treinar<br />
toda a equipe.</p>
<p>Dica de ouro: A prevenção é sempre mais eficiente e menos onerosa do que lidar com descarte de leite e penalizações pela presença de resíduos. A gestão de pessoas, processos e resultados deve sempre ser feita.</p>
<p><strong> 8. Controle de mastite </strong></p>
<p>Avalie todo mês a CCS do leite individual das vacas e do leite do tanque. Realize cultura microbiológica dos casos clínicos de mastite e dos subclínicos para a tomada de decisão.</p>
<p>Dica de ouro: “Só controla quem monitora”. A análise dos resultados permitirá fazer linha de ordenha, segregar animais, secar e tratar vacas, tratar na lactação dependendo do resultado da cultura e até mesmo descartar vacas, baseando-se na ciência e com evidências. A mastite é um dos maiores desafios que temos e para controlá-la e reduzir a CCS, temos que realizar monitoramento.</p>
<p>Em 2026, qualidade do leite será cada vez mais sinônimo de gestão profissional da fazenda. Isso inclui:<br />
&#8211; Padronização de rotinas;<br />
&#8211; Treinamento contínuo da equipe;<br />
&#8211; Uso de indicadores para tomada de decisão;<br />
&#8211; Revisão dos processos;<br />
&#8211; Implantação de ações corretivas;<br />
&#8211; Comunicação clara;<br />
&#8211; Implantação de cultura de o responsabilidade e de melhoria contínua;<br />
&#8211; Fundamentalmente, ATITUDE!</p>
<p>Dica de ouro: O segredo não está em “inventar a roda”, mas em fazer o básico bem-feito, todos os dias, por todas as pessoas e da mesma forma. Isto reduz custos, aumenta a rentabilidade da fazenda por maior produção e melhor qualidade, o que gera ainda, maior bonificação pelo programa de pagamento por qualidade. </p>
<p>A ciência já mostrou o caminho e cabe ao produtor garantir que ele seja seguido por meio de gestão de processos, de pessoas e de resultados! É hora de agir!!!</p>
<p><strong>Feliz e Próspero 2026!</strong><em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Excelência na Qualidade &#8211; Tecnologias para Fazer Acontecer</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/excelencia-na-qualidade-tecnologias-para-fazer-acontecer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 13:50:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais do que um ideal técnico, a qualidade do leite tornou-se uma condição indispensável para a sustentabilidade da pecuária moderna. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais do que um ideal técnico, a qualidade do leite tornou-se uma condição indispensável para a sustentabilidade da pecuária moderna. Hoje, o desafio não está mais em conhecer a teoria, mas em aplicá-la de forma consistente na rotina das fazendas. Nesse sentido, a CCPR disponibiliza um conjunto de ferramentas que orientam o produtor rumo à excelência: o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), os testes para monitoramento da mastite (CCS e CMT), a cultura microbiológica, o teste de detecção de resíduos de antibióticos, além da assistência técnica e dos treinamentos contínuos.</p>
<p>O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é o alicerce da eficiência produtiva, permitindo padronizar procedimentos, definir responsabilidades e monitorar indicadores como CCS, CPP, teor de gordura e proteína do<br />
leite. Com ele, a fazenda passa a ter controle real dos processos, garantindo rastreabilidade e melhoria contínua dos resultados. Estudos mostram que propriedades com gestão estruturada obtêm redução consistente da CCS e da CPP, refletindo em leite de melhor qualidade e vacas mais saudáveis.</p>
<p>Entre as ferramentas práticas, destaca-se a análise da contagem de células somáticas (CCS), tanto do leite do tanque quanto individual das vacas. Valores abaixo de 200 mil células/mL indicam rebanhos saudáveis,<br />
maior rendimento industrial e vida produtiva mais longa. O CMT, por sua vez, auxilia na identificação de vacas com mastite subclínica, facilitando o manejo preventivo. Já os testes de detecção de antibióticos são fundamentais para garantir que o leite esteja livre de resíduos e em conformidade com a legislação. É uma prática de autocontrole que evita prejuízos e assegura a confiança do consumidor.</p>
<figure id="attachment_14148" aria-describedby="caption-attachment-14148" style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tecnologia-agronegocio-cooperabaete-2-681x1024.jpg" alt="" width="681" height="1024" class="size-large wp-image-14148" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tecnologia-agronegocio-cooperabaete-2-681x1024.jpg 681w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tecnologia-agronegocio-cooperabaete-2-200x300.jpg 200w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tecnologia-agronegocio-cooperabaete-2-768x1154.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tecnologia-agronegocio-cooperabaete-2.jpg 771w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /><figcaption id="caption-attachment-14148" class="wp-caption-text">Figura 1. Excelência na qualidade: tecnologias disponíveis pela CCPR para fazer acontecer.</figcaption></figure>
<p>A assistência técnica exerce papel central nesse processo. Mais do que visitas esporádicas, é preciso acompanhamento contínuo e uma mudança de atitude dentro da fazenda. Técnicos capacitados orientam sobre<br />
boas práticas de ordenha, higiene, manejo sanitário e controle de infecções, promovendo responsabilidade compartilhada entre todos os membros da equipe. </p>
<p>A cultura da qualidade nasce quando o produtor e os funcionários compreendem o “porquê” das ações, e não apenas o “como fazer”. Pesquisas mostram que o engajamento da equipe de ordenha e da gestão tem<br />
impacto direto na redução de CCS e CPP. Por isso, os treinamentos periódicos são indispensáveis, o elo entre teoria e prática. Cursos sobre higiene, manejo, bem-estar animal, biosseguridade, uso racional de antibióticos e manutenção de equipamentos consolidam rotinas mais seguras e eficientes.</p>
<p>Seguir o protocolo MRST (Marcar, Registrar, Separar e Tratar corretamente as vacas medicadas), respeitar períodos de carência e manter equipamentos em bom estado são atitudes que sustentam um sistema de<br />
qualidade sólido e duradouro.</p>
<p>A excelência na produção de leite não surge de ações isoladas, mas da constância no cuidado diário. Cada análise de CCS, cada decisão sobre manejo, cada treinamento e cada medida preventiva são passos concretos<br />
rumo à excelência. A integração entre tecnologia, gestão e atitude humana é o que sustenta um sistema sólido e duradouro.</p>
<p>Aqualidade não é uma meta que se alcança e se encerra. É um processo dinâmico, que exige vigilância, aprendizado e compromisso todos os dias. Em outras palavras: alcançar a excelência é possível. Mantê-la, porém, depende de atitude, disciplina e gestão. </p>
<p>Ou, como resume a própria filosofia da CCPR: “Não basta saber o que fazer. É preciso fazer acontecer.”</p>
<p><strong>Postado por: Renato Alves</strong></p>
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		<item>
		<title>Uso de Antibióticos: Responsabilidade e Consequências</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/uso-de-antibioticos-responsabilidade-e-consequencias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 17:23:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os antibióticos têm papel essencial na pecuária leiteira, principalmente no tratamento de infecções como a mastite &#8211; uma das doenças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os antibióticos têm papel essencial na pecuária leiteira, principalmente no tratamento de infecções como a mastite &#8211; uma das doenças mais  comuns e onerosas do setor. Quando utilizados de forma correta, eles asseguram o bem-estar animal, a qualidade do leite e a sustentabilidade da atividade. No entanto, o uso indevido, excessivo ou sem critério técnico representa sérios riscos à saúde dos rebanhos, das pessoas e<br />
do meio ambiente.</p>
<p>O uso incorreto desses medicamentos pode gerar resistência microbiana, reduzindo a eficácia dos tratamentos tanto em animais quanto em humanos. Essa resistência surge quando as bactérias são expostas repetidamente a doses inadequadas de antibióticos, tornando-se cada vez mais difíceis de eliminar. Além disso, há o risco de resíduos no leite, principalmente quando não se respeita o período de carência após o tratamento. Isso ocorre por falhas no protocolo conhecido como MRST (Marcação, Registro, Separação e Tratamento), que orienta o controle rigoroso das vacas medicadas.</p>
<p>Outro impacto importante é o ambiental: antibióticos e bactérias resistentes podem ser excretados pelos animais e atingir o solo e a água, disseminando genes de resistência que alteram o equilíbrio da microbiota ambiental e retornam ao ciclo alimentar. No campo econômico, o uso incorreto também traz prejuízos: falhas nos tratamentos, descarte de leite contaminado, aumento da mortalidade e dos custos com medicamentos alternativos.</p>
<p>Para evitar esses problemas, o uso responsável dos antibióticos deve seguir princípios básicos:</p>
<p>Prescrição e supervisão veterinária: os medicamentos só devem ser usados sob orientação de um médico-veterinário, com diagnóstico clínico e, preferencialmente, laboratorial. </p>
<p>Tratamento direcionado: sempre que possível, deve-se identificar o agente causador da infecção e testar sua sensibilidade, evitando tratamentos empíricos e desnecessários.</p>
<p>Cumprimento da bula e do período de carência: registrar o início e o fim do tratamento e garantir o descarte do leite até o fim da carência são medidas essenciais para impedir contaminações.</p>
<p>Medidas preventivas: boas práticas de manejo, higiene na ordenha, vacinação, controle de mastite e protocolos de biosseguridade ajudam a reduzir o uso de medicamentos.</p>
<p>Educação continuada: capacitar produtores, ordenhadores e técnicos sobre os riscos do uso incorreto e a importância da saúde única — que integra o bem-estar humano, animal e ambiental.</p>
<p>Sob essa perspectiva, o uso irracional de antibióticos é um problema global. Bactérias resistentes podem ser transmitidas por contato com os animais, por meio da água, do solo ou de alimentos contaminados. Além de colocar em risco a saúde pública, isso reduz as opções de tratamento disponíveis, eleva custos e prolonga internações.</p>
<p>Portanto, garantir o uso responsável de antibióticos nas vacas leiteiras não requer novas descobertas, mas sim o cumprimento rigoroso do básico: prevenir doenças, tratar apenas quando necessário, respeitar a carência e manter registros confiáveis.</p>
<p>A legislação brasileira (IN nº 162/2022) também reforça esse compromisso, definindo os antimicrobianos proibidos para vacas em lactação, com o objetivo de proteger o consumidor e fortalecer a imagem da cadeia do leite como um setor saudável, seguro e sustentável.</p>
<p>Quadro 1. Relação de antimicrobianos (Insumos Farmacêuticos Ativos &#8211; IFA) que não têm aprovação de uso em vacas produtoras de leite para consumo humano, segundo a IN 162 (2022).</p>
<p><img decoding="async" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-2.jpg" alt="" width="990" height="393" class="aligncenter size-full wp-image-14135" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-2.jpg 990w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-2-300x119.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-2-768x305.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-2-800x318.jpg 800w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /></p>
<p>Portanto, fique atento e aplique o checklist (Figura 1) para verificar se as Boas Práticas estão sendo implementadas! Os antibióticos são importantes, precisamos preservá-los e usá-los só quando necessário,<br />
pois, a resistência está aí e é um problema muito sério!</p>
<figure id="attachment_14136" aria-describedby="caption-attachment-14136" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-3.jpg" alt="" width="762" height="889" class="size-full wp-image-14136" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-3.jpg 762w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/medicamentos-veterinarios-dicas-uso-3-257x300.jpg 257w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /><figcaption id="caption-attachment-14136" class="wp-caption-text">Checklist de Boas Práticas no uso de antibióticos na atividade leiteira. Fonte: Cerqueira (2025).</figcaption></figure>
<p><strong>Postado por: Renato Alves</strong></p>
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		<item>
		<title>Produtos Veterinários: Uso Responsável e Consequências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 15:29:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos sabemos dos impactos e das perdas econômicas para os produtores de leite devido aos parasitos internos e externos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sabemos dos impactos e das perdas econômicas para os produtores de leite devido aos parasitos internos e externos de bovinos. Estamos nos referindo às verminoses e outras parasitoses internas, além de infestações causadas principalmente por carrapatos, bernes e moscas (parasitos externos). Para reduzir o impacto destas parasitoses, precisamos utilizar produtos veterinários como vermífugos e produto ectoparasiticidas, para o controle de vermes, carrapatos, bernes, entre outros. </p>
<p>É importante destacar que o uso destes produtos veterinários, em especial de endoparasiticidas (para vermes e parasitas internos) e ectoparasiticidas (para carrapatos, piolhos e moscas), é essencial para garantir a sanidade animal e produtividade das propriedades rurais. No entanto, o uso excessivo, indiscriminado ou incorreto desses produtos pode trazer sérias consequências para os animais, produtores,  consumidores e para o meio ambiente. Por isto, destacamos que o uso destes medicamentos deve ser responsável, racional e sob orientação técnica.</p>
<p>E por que estes medicamentos devem ser usados de forma responsável? Para responder esta pergunta, é importante destacar alguns aspectos. O primeiro deles é que a legislação brasileira (Instrução Normativa no 162/2022 (Brasil, 2022) estabelece o Limite Máximo de Resíduos (LMR) no leite para os medicamentos que podem ser usados e para aqueles que não podem ser utilizados em animais produtores de leite para consumo humano. Recomenda-se atenção quanto aos produtos que não têm autorização de uso em vacas produtoras de leite para consumo.</p>
<p>Além da questão legal, as consequências de uso indiscriminado destes medicamentos geram problemas aos produtores, indústrias e consumidores. Para os produtores, destacamos: a) perda de eficácia dos produtos devido à resistência dos parasitos e com isto, falhas no controle de carrapatos e moscas e riscos de doenças como a tristeza parasitária bovina (babesiose e anaplasmose); b) aumento dos custos de tratamentos,<br />
pois é preciso usar mais produtos ou associar moléculas para garantir um controle eficiente; c) perdas produtivas por falhas no controle (reduão da produção de leite, do ganho de peso, da fertilidade, etc.)</p>
<p>No caso das indústrias de laticínios, os problemas do uso irresponsável destes produtos veterinários estão relacionados a riscos de problemas com resíduos no leite e em derivados lácteos, por: a) ocorrência de não conformidades, recebimento de autos de infração e ainda, o comprometimento de possíveis exportações e; b) rejeição e não liberação de lotes de leite por presença de resíduos de princípios ativos destes medicamentos acima dos limites máximos permitidos. Para os consumidores, os principais problemas decorrem de: a) risco à saúde pelo consumo de alimentos com resíduos destes medicamentos; e b) desconfiança sobre a segurança dos produtos de origem animal.</p>
<p>Para evitar estes problemas, é necessário que os medicamentos sejam usados corretamente. As ações para o sucesso do controle dos parasitos internos e externos incluem:</p>
<p>1. Diagnóstico prévio: o uso de qualquer antiparasitário deve ser precedido de exames laboratoriais como: a) contagem de ovos por grama de fezes (OPG) para endoparasitos (vermes); b) monitoramento da infestação de carrapatos (contagens de carrapatos em pontos específicos do corpo); c) Testes de biocarrapaticitograma para avaliação da postura de carrapatos e da viabilidade dos ovos).</p>
<p>2. Escolha do medicamento: deve considerar: a) o parasito a ser controlado; b) a fase de vida do parasito; c) o histórico de eficácia na propriedade; d) se o produto é permitido para uso em vacas produtoras de leite para</p>
<p>consumo humano, conforme a legislação brasileira. 3. Respeito ao período de carência: todos os medicamentos possuem um período de carência que deve ser respeitado para garantir que não seja veiculado resíduos no leite.</p>
<p>4. Dosagem correta e aplicação adequada: é essencial destacar que a subdosagem favorece a resistência e que o método de aplicação no caso do controle de carrapatos (banho de imersão, pour-on, injetável, oral) deve seguir as instruções do fabricante e orientação técnica.</p>
<p>É muito importante e recomendado que toda propriedade tenha um programa sanitário que inclua, além das vacinações dos animais, um  planejamento sanitário de controle de endo e de ectoparasitos. Para isto, o médico veterinário deve ser consultado, para que todos os protocolos possam ser desenvolvidos, especificamente, para a situação de cada propriedade.</p>
<p>Não se pode esquecer de que o uso de produtos para controle de endoparasitos (vermes e protozoários) e de ectoparasitos (principalmente carrapatos, bernes e moscas) sem aprovação para uso em vacas produtoras de leite para consumo humano (Quadro 1) pode resultar em grave problema para o produtor por colocar em risco a obtenção de leite seguro, com risco de veiculação de resíduos que podem causar sérios agravos à saúde humana. </p>
<p>Quadro 1. Relação de endo e ectoparasiticidas não aprovados parauso em vacas produtoras de leite para consumo (IN 162/2022).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tabela-uso-medicamento-veterinario.jpg" alt="" width="864" height="786" class="aligncenter size-full wp-image-14092" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tabela-uso-medicamento-veterinario.jpg 864w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tabela-uso-medicamento-veterinario-300x273.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tabela-uso-medicamento-veterinario-768x699.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/11/tabela-uso-medicamento-veterinario-800x728.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px" /></p>
<p><strong>Publicado por: Renato Alves</strong><em></p>
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		<item>
		<title>O Valor da Prevenção: Efeitos na Sanidade e na Qualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 19:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[O ditado popular “Prevenir é melhor do que remediar” é muito conhecido e na atividade leiteira, ele é também muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ditado popular “Prevenir é melhor do que remediar” é muito conhecido e na atividade leiteira, ele é também muito importante. Estudos demonstram que o custo da adoção de medidas preventivas é muito menor do que aquele decorrente, por exemplo, do tratamento de doenças.</p>
<p>Entender o que é prevenção é importante e no contexto da produção leiteira, estamos nos referindo ao conjunto de práticas planejadas para impedir ou reduzir a ocorrência de doenças e garantir a saúde do rebanho e a produção de leite seguro e com qualidade. A prevenção abrange o atendimento de um calendário sanitário, o planejamento nutricional e dieta equilibrada, práticas adequadas de manejo que garantam bem-estar<br />
animal, saúde de glândula mamária (baixa CCS), baixa CPP, altos teores de gordura, proteína, sólidos desengordurados e totais, ausência de resíduos de antimicrobianos no leite, temperatura correta de estocagem do leite, além de protocolos de biosseguridade.</p>
<p>Quando ocorrem falhas na prevenção, temos riscos de surgimento de emergências como, por exemplo, surtos de mastite clínica, aborto por brucelose, casos de tuberculose, aumento dos casos de mastite subclínica (CCS &gt; 200.000 cels/mL no leite das vacas),  aumento de CPP, detecção de resíduos de antimicrobianos no leite e consequentemente, descarte de leite e perdas econômicas significativas.</p>
<p>A biosseguridade é a base da prevenção e envolve práticas como quarentena de novos animais, controle de visitas e veículos, higienização rigorosa e descarte correto de resíduos contaminados. Falhas nestes controles podem comprometer os resultados da fazenda, levando às emergências, em que os custos são muito mais altos.</p>
<p>Doenças como brucelose e tuberculose são zoonoses graves, de notificação obrigatória, que exigem vacinação, controle de roedores, testes periódicos, isolamento e eliminação de animais reagentes. Já a mastite, de grande impacto econômico, requer manejo cuidadoso na ordenha, cultura microbiológica, controle individual de CCS, segregação e descarte técnico de vacas crônicas.</p>
<p>Outra medida importante refere-se à manutenção do rebanho fechado, ou seja, evitar adquirir animais de outros rebanhos sem saber o real estado sanitário deles. Esta é uma medida estratégica que evita<br />
a introdução de patógenos e reforça o compromisso com a sanidade e a sustentabilidade da atividade leiteira. Prevenir continua sendo o melhor caminho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-14041" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade-786x1024.jpg" alt="" width="786" height="1024" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade-786x1024.jpg 786w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade-230x300.jpg 230w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade-768x1000.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade-800x1042.jpg 800w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cooperacao-qualidade.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /></p>
<p>Quando não implantamos ações preventivas, prejuízos significativos ocorrem por redução na produção de leite e alteração em sua qualidade, perdas de bonificação, descarte precoce de vacas, abortos e outros problemas reprodutivos, custos com tratamento com antimicrobianos, mão-de-obra extra e descarte de leite. Riscos à saúde pública por transmissão de brucelose e tuberculose para o homem, além de problemas<br />
de resistência microbiana pelo uso irracional de antimicrobianos ainda podem ocorrer.</p>
<p>Portanto, se ligue! “Prevenir é melhor do que remediar” e o custo é bem menor.</p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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		<title>Treinamentos: Impactos na Qualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 19:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[A importância de ações padronizadas e de treinamentos para os funcionários na produção de leite não pode ser subestimada. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A importância de ações padronizadas e de treinamentos para os funcionários na produção de leite não pode ser subestimada. A obtenção de leite seguro e de alta qualidade é um objetivo essencial, tanto para a saúde pública, quanto para a competitividade do mercado de laticínios.</p>
<p>Primeiramente, as ações padronizadas garantem que todos os procedimentos de produção sejam realizados de forma consistente. Isso inclui desde a ordenha das vacas até o armazenamento e transporte do leite. A padronização minimiza os riscos de contaminação e garante que o leite mantenha suas propriedades nutricionais e sensoriais. Sem essas práticas, a variabilidade no processo pode levar a produtos de qualidade inferior ou, ainda, inseguros para o consumo.</p>
<p>Além disso, treinamentos regulares para os funcionários são cruciais. O treinamento não apenas educa os trabalhadores sobre as melhores práticas de higiene e manuseio, mas também os capacita a identificar e solucionar possíveis problemas rapidamente. Funcionários bem treinados estão mais aptos a seguir protocolos rigorosos e a responder eficazmente a situações imprevistas, reduzindo o risco de erros que poderiam comprometer a segurança e a qualidade do leite.</p>
<p>A combinação de ações padronizadas e treinamento contínuo promove uma cultura de qualidade e segurança dentro da fazenda. Isso não só melhora a moral e o desempenho dos funcionários, mas também melhora os resultados da fazenda. Um compromisso com a excelência em cada etapa da produção de leite resulta na obtenção de leite seguro e com a melhor qualidade.</p>
<p>A produção de leite seguro e de alta qualidade é essencial não apenas para garantir a saúde dos consumidores, mas também para manter a sustentabilidade e a competitividade da indústria de laticínios. Portanto, os dois elementos fundamentais para alcançar esse objetivo são a implementação de ações padronizadas e a realização de treinamentos contínuos para os funcionários.</p>
<p>Os tópicos essenciais dos treinamentos necessários para garantir a excelência na produção de leite devem incluir:</p>
<p>1. Ações padronizadas: práticas estabelecidas que todos os funcionários devem seguir para garantir a consistência na produção de leite. A padronização de procedimentos ajuda a minimizar variações no processo produtivo, o que é crucial para manter a qualidade do leite. Entre as principais ações padronizadas, podemos destacar:</p>
<p>a. Limpeza e desinfecção dos equipamentos: essencial para evitar contaminações em ordenhadeiras, tanques e utensílios;<br />
b. Controle de Temperatura: monitoramento contínuo para evitar proliferação de microrganismos;<br />
c. Processo de ordenha: higienização das mãos, pré e pós-dipping e secagem correta dos tetos para prevenir astite e outras infecções.</p>
<p>2. Treinamentos regulares e abrangentes: são fundamentais para capacitar os funcionários a executar suas tarefas de acordo com os padrões exigidos. Eles garantem que os funcionários estejam atualizados sobre as melhores práticas para garantir segurança e qualidade do leite.</p>
<p>Os tópicos essenciais dos treinamentos incluem:</p>
<p>a. Higiene pessoal e segurança alimentar: abrange práticas de higiene pessoal, como a lavagem das mãos e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), além de técnicas para reduzir o risco de contaminação;</p>
<p>b. Técnicas de ordenha: manejo correto de ordenha, incluindo a preparação das vacas, as desinfecções dos tetos e a manutenção de um ambiente limpo e seguro na sala de ordenha;</p>
<p>c. Manutenções preventivas e corretivas de equipamentos: limpeza, desinfecção e manutenção periódica dos equipamentos de ordenha e de tanques refrigeradores, garantindo que<br />
estejam sempre em condições ideais de uso;</p>
<p>d. Monitoramento de qualidade: instruções sobre como realizar testes de qualidade do leite, como a medição de temperatura da água, do pH das soluções de limpeza (detergentes) e concentração de cloro (desinfetante), cultura microbiológica na fazenda para identificar patógenos causadores de mastite e avaliar a real necessidade de uso de antibióticos;</p>
<p>e. Gestão de resíduos: práticas adequadas para a gestão e descarte de resíduos, incluindo esterco e águas residuais, para minimizar o impacto ambiental e manter a higiene da propriedade;</p>
<p>f. Protocolo MRST: marcar vacas tratadas com antibióticos, registrar os tratamentos, separar as vacas tratadas das sadias e fazer o tratamento conforme orientação da bula. Importante orientar como fazer o tratamento e sobre a importância de ordenhar os animais tratados por último, descartando o leite de toda vaca, segundo período de carência descrito nas bulas.</p>
<p>É importante destacar que a adoção de ações padronizadas e a implementação de treinamentos regulares reduzem as contaminações e asseguram que o leite produzido mantenha qualidade, independentemente de fatores externos, como mudanças na equipe de funcionários. Além disto, resultam em processos de produção mais eficientes, reduzindo desperdícios e melhorando a produtividade e a confiança do produtor em seu processo produtivo.</p>
<p>Estudo realizado por Rodriguez et al. (2024) com 112 funcionários de 16 fazendas leiteiras americanas demonstraram um impacto positivo dos treinamentos nas práticas relacionadas às rotinas de ordenha e na qualidade do leite.</p>
<p>Atenção, produtor! Invista na capacitação na capacitação da sua equipe! Treinamentos regulares garantem processos corretos e padronizados, resultando em um leite de melhor qualidade e maior rentabilidade para sua fazenda.</p>
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		<title>CCS individual &#8211; Como interpretar os resultados para o controle da mastite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 18:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A contagem de células somáticas (CCS) do leite do tanque e individual das vacas é uma ferramenta crucial para avaliar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A contagem de células somáticas (CCS) do leite do tanque e individual das vacas é uma ferramenta crucial para avaliar a saúde da glândula mamária em vacas leiteiras e para o controle da mastite. Para que este controle seja eficaz, amostras de leite individual devem ser coletadas todo mês, no dia da pesagem do leite.</p>
<p>Para interpretar os resultados e implementar as ações necessárias na fazenda, é preciso entender que a CCS do leite de uma vaca sadia é de no máximo, 200.000 cels/mL. Contagens superiores a 200.000 cels/mL são indicativas de mastite subclínica. Utilizando o ponto de corte de 200.000 cels/mL, os resultados de CCS estão relacionados às seguintes condições:</p>
<p>. Vacas sadias: CCS máxima de 200.000 cels/mL;<br />
. Nova infecção: CCS maior do que 200.000 cels/mL pela primeira vez na lactação;<br />
. Mastite crônica: dois ou mais resultados consecutivos de CCS maior do que 200.000 cels/mL na lactação;<br />
. Vacas curadas: CCS do mês anterior maior do que 200.000 cels/mL e do mês atual, menor do que 200.000 cels/mL.</p>
<p>A cada mês, todas as vacas em lactação devem ser avaliadas para identificar aquelas cuja CCS foi maior do que 200.000 células/mL pela primeira vez na lactação, indicando novo caso de mastite. A experiência sugere que quando a disseminação da infecção é bem controlada,<br />
há menos de 2,5% das vacas nessa categoria por mês, ou seja, de novos casos. Se esse número exceder 5%, uma análise mais aprofundada dos resultados é necessária para determinar as causas deste aumento.</p>
<p>Número maior do que 10% sugere problema grave, atenção urgente, necessidade de visita técnica à fazenda, avaliação de todo o manejo, realização de cultura microbiológica em amostras de leite das vacas com casos clínicos e com alta CCS (&gt; 200.000 cels/mL) e avaliação criteriosa<br />
(Bradley e Green, 2005).</p>
<p>A realização da CCS antes do período seco (PS) e após o parto é importante e indica se as práticas de manejo para o controle da mastite estão corretas ou falhando (Quadro 1).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13403 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-1-ccs.jpg" alt="" width="859" height="500" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-1-ccs.jpg 859w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-1-ccs-300x175.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-1-ccs-768x447.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-1-ccs-800x466.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 859px) 100vw, 859px" /></p>
<p>Avaliar todo mês o percentual de vacas com CCS maior do que 200.000 cels/mL é importante para a tomada de decisões na fazenda (Quadro 2).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13404 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-2-ccs.jpg" alt="" width="651" height="928" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-2-ccs.jpg 651w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/09/quadro-2-ccs-210x300.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /></p>
<p>É importante estabelecer metas e monitorar, todos os meses, os resultados de CCS. Algumas sugeridas na literatura incluem: a) CCS do leite do tanque: reduções progressivas para valores, por exemplo, de 250.000 cels/mL; b) novas taxas de infecções intramamárias (IIM) adquiridas<br />
durante o período seco (secagem com &lt;200.000 cels/mL e após o parto, com &gt;200.000 cels/mL): &lt; 5%; c) proporção de vacas com uma infecção pré-existente que não se cura no período seco: &lt; 10%; d) proporção de novas IIM (&gt; 200.000 cels/mL pela primeira vez na lactação): &lt;2,5%; e) proporção de vacas com mastite crônica: &lt; 5%; f) proporção de vacas em lactação com CCS &gt; 200.000 cels/mL em qualquer análise mensal: &lt; 15%.</p>
<p>Portanto, fique atento, produtor! Só controla quem monitora!</p>
<div class="blog-content">
<p><em><strong>Postado por: Renato Alves</strong></em></p>
</div>
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		<item>
		<title>Antibiótico: Consequências Pelo Uso imprudente e Desnecessário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 15:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os antibióticos são medicamentos muito importantes para o tratamento de doenças no homem e nos animais. Para que eles sejam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os antibióticos são medicamentos muito importantes para o tratamento de doenças no homem e nos animais. Para que eles sejam eficientes na eliminação das infecções, é preciso usá-los de forma responsável e prudente. Por outro lado, quando os utilizamos sem critérios e desnecessariamente, sérias consequências podem ocorrer por afetar a saúde única, ou seja, a saúde do homem, dos animais e do meio ambiente. Grandes prejuízos para os produtores e indústrias de laticínios também podem acontecer e a indústria de laticínios não pode utilizar, em hipótese alguma, leite contendo resíduos de antibióticos.</p>
<p>Com o uso indiscriminado e desnecessário de antibióticos nas vacas, o risco de veiculação de resíduos destes medicamentos aumenta. A ingestão de leite com resíduos de antibióticos pode ter várias consequências, especialmente relacionadas à saúde e à resistência microbiana. Os riscos à saúde decorrem por: a) reações alérgicas ou tóxicas por ingestão deste leite com resíduos pelos consumidores; b) impacto na resistência microbiana.</p>
<p>O uso indiscriminado de antibióticos no tratamento das vacas pode resultar em resíduos no leite. O consumo de leite com esses resíduos pode contribuir para o desenvolvimento de resistência microbiana, tornando os antibióticos menos eficazes no tratamento de infecções. Com isto, populações de bactérias altamente resistentes podem surgir, tornando os tratamentos ineficazes. Isto acontece tanto no tratamento de doenças do homem e dos animais e um exemplo, no caso de vacas leiteiras, é o insucesso no tratamento de mastite clínica. Várias bactérias como, por exemplo, Staphylococcus aureus tem se tornado resistente ou multirresistente aos antibióticos. Com isto, o tratamento não funciona e os prejuízos são maiores pelo risco de contaminação de outros animais por esta bactéria, o que aumenta a CCS do leite.</p>
<p>A resistência microbiana ocorre quando microrganismos, como por exemplo, as bactérias se tornam resistentes à ação de medicamentos antimicrobianos, como os antibióticos. Isso compromete a eficácia do tratamento e pode levar a consequências graves como: a) dificuldade no combate à infecção: os antibióticos normalmente utilizados no tratamento deixam de ser eficazes e isto torna o combate à infecção mais difícil e demorado; b) piora no quadro clínico: a resistência bacteriana pode resultar em piora no estado de saúde do paciente (homem ou animal) e ainda comprometer o sucesso de cirurgias ou quimioterapia pela ausência de antibióticos que sejam eficazes.</p>
<p>Precisamos entender que a resistência microbiana representa uma ameaça global à saúde pública, exigindo ações coordenadas para preservar a eficácia dos medicamentos e proteger a saúde única. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), estima-se que: a) a resistência microbiana foi responsável por 1,27 milhão de mortes globais em 2019 e que contribuiu para 4,95 milhões de mortes; b) o uso indevido e excessivo de antimicrobianos em humanos, animais e plantas são os principais impulsionadores no desenvolvimento de patógenos resistentes a medicamentos; c) além da morte e da invalidez, a resistência pode resultar em custos adicionais de saúde de 1 trilhão de dólares até 2050 e segundo O’Neil (2016), se nada for feito, ocorrerão 10 milhões de mortes por ano devido à resistência em 2050. O problema é sério e precisamos refletir.</p>
<p>Portanto, o uso irresponsável de antibióticos na produção de leite pode ter consequências significativas também para a indústria de laticínios. No caso dos produtores, as perdas decorrem dos gastos com medicamentos e mão-de-obra e do descarte do leite. A indústria perde por não poder utilizar esse leite no processamento tecnológico e por ter que incinerar todo leite do caminhão positivo para resíduo de antibiótico. O leite positivo de uma fazenda contamina o leite de todos os outros produtores no compartimento deste caminhão e o prejuízo é ainda maior. Assim, além do sério problema de saúde pública, o uso imprudente e desnecessário aumenta os riscos de veiculação e as perdas econômicas.</p>
<p>Para evitar estes problemas, é preciso usar os antibióticos somente quando necessário e sob a orientação de um médico veterinário. Estamos falando de uso racional e ainda do uso de ferramentas para a tomada de decisões. Adotar o programa de Boas Práticas Agropecuárias com foco em garantir a saúde animal é primordial. Quando necessário e no caso de tratamento de mastite clínica, por exemplo, é muito importante realizar a cultura microbiológica tradicional em laboratório ou na fazenda. Ela permite identificar se há presença de alguma bactéria e se realmente é preciso usar o antibiótico.</p>
<p>Com o uso da cultura, pode-se reduzir em 50 a 60% o uso de antibióticos na fazenda. Isto leva a economia e reduz o risco de aumento da resistência microbiana. Quando tratarmos, não podemos nos esquecer de seguir o protocolo MRST (Marcar as vacas tratadas, Registrar os tratamentos, Separar as vacas tratadas e Tratar os animais seguindo as orientações da bula, descartando o leite de toda vaca de acordo com o período de carência do medicamento.</p>
<p>Portanto, fique atento Produtor! Procure orientação técnica e use o antibiótico apenas quando for realmente necessário. Do seu uso consciente, depende a garantia da saúde única e da produção de leite seguro!</p>
<p><em><strong>Postado por: Renato Alves</strong></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasil: CCS Aumentando e Como Está a do Leite de Sua Fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 19:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos técnicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Em fevereiro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) atualizou os dados de qualidade do leite do país, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em fevereiro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) atualizou os dados de qualidade do leite do país, apresentando os resultados gerais, por região e/ou por Estado.</p>
<p>Ao analisarmos os dados, verificamos que embora a CPP (contagem padrão em placas) do leite esteja diminuindo significativamente, a contagem de células somáticas (CCS) tem aumentado (Fig. 1).</p>
<p>sto é preocupante porque, no melhor cenário, em algumas regiões, valores entre 450.000 e 500.000 cels/mL têm se mantido, sem redução.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicador-nacional-ccs-leite-cooperabaete.jpg" alt="" width="744" height="742" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicador-nacional-ccs-leite-cooperabaete.jpg 744w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicador-nacional-ccs-leite-cooperabaete-300x300.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicador-nacional-ccs-leite-cooperabaete-150x150.jpg 150w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicador-nacional-ccs-leite-cooperabaete-320x320.jpg 320w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p>Em Minas Gerais e Goiás, por exemplo, as médias geométricas de CCS do leite em 2024 variaram de 469.000 a &lt; 554.000 cels/mL e de 384.000 a &lt; 469.000 cels/mL, respectivamente.</p>
<p>Em outros Estados, a CCS média foi mais alta, com valores de 554.000 a &lt; 639.000 cels/mL em Santa Catarina e de 639.000 a 724.000 cels/mL no Rio Grande do Sul (Fig. 2).</p>
<p>Diante desta realidade, é importante alertar os produtores sobre o cenário geral do país e para a necessidade de avaliar como está a CCS de suas fazendas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13311 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicadores-nacionais-ccs-leite-cooperabaete.jpg" alt="" width="752" height="699" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicadores-nacionais-ccs-leite-cooperabaete.jpg 752w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/06/indicadores-nacionais-ccs-leite-cooperabaete-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></p>
<p>Contagens elevadas significam mais redução na produção de leite e perdas de bonificação pelos efeitos da mastite subclínica nos demais parâmetros de qualidade de leite. Pode representar, também, mais casos de mastite clínica pela evolução da forma subclínica para clínica, mais gastos com medicamentos e, com isto, maior risco de veiculação de resíduos de antibióticos.</p>
<p>Precisamos destacar que é preciso monitorar esta doença e, para isto, há muitas ferramentas disponíveis. Ações importantes essenciais incluem: realizar a CCS individual do leite das vacas no dia da pesagem do leite, todo mês, realizar a cultura microbiológica nos casos de mastite clínica e de mastite subclínica e fazer o tratamento de vaca seca.</p>
<p>Com este monitoramento, sabemos como está a saúde da glândula mamária das vacas e quem está causando as mastites na fazenda. A partir daí, podemos: implementar linha de ordenha (ordenhando primeiro as vacas sadias), segregar vacas com bactérias contagiosas, secar e tratar vacas infectadas e com DEL avançado (dias em lactação) e até mesmo, decidir pelo descarte. Para tudo, no entanto, precisamos usar as ferramentas e monitorar.</p>
<p>Portanto, fique atento Produtor! Avalie, todo mês, a CCS do leite do seu tanque e use as ferramentas para monitorar e controlar a mastite para evitar perdas e prejuízos!</p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Mastite Que Não Cura: O Que Pode Estar Acontecendo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mônica Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 15:43:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Certamente, você que é produtor já teve esta experiência ou conhece alguém que teve casos de mastite que não curaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente, você que é produtor já teve esta experiência ou conhece alguém que teve casos de mastite que não curaram na fazenda. Mas em que situações isto acontece? Bom, estamos nos referindo a casos de animais que apresentam resultado negativo na cultura microbiológica e que continuam com mastite clínica, mesmo após tratamento com antibióticos. Algumas razões podem explicar esta situação.  Hoje, vamos destacar o problema da mastite causada por algas como, por exemplo, Prototheca spp., e entre elas, P. zopfii.</p>
<p>Para compreender o problema, é preciso entender algumas características da Prototheca e da mastite causada por ela:</p>
<p>• o patógeno é encontrado no esterco, no solo, na água, no material de cama, em rações e em currais;</p>
<p>• vacas infectadas também podem servir como reservatórios de infecção para outras vacas e aquelas infectadas geralmente evoluem para casos crônicos. Assim, Prototheca é considerado um patógeno ambiental e contagioso;</p>
<p>• como algas, Prototheca spp. não respondem ao tratamento com antibióticos;</p>
<p>• Prototheca pode existir em um rebanho como mastite subclínica (sem sintomas aparentes) ou como mastite clínica, apresentando alterações visíveis como “leite aguado”;</p>
<p>• as infecções crônicas diminuem a produção de leite à medida que o microrganismo continua danificando o úbere, aumentando, assim, a contagem de células somáticas (CCS) do leite;</p>
<p>• a transmissão ocorre pela entrada da alga na extremidade do teto, uma vez que Prototheca spp. são comumente encontradas no ambiente, podendo ocorrer, ainda, a transmissão de vaca para vaca, o que é uma preocupação constante;</p>
<p>Os fatores de risco a serem considerados incluem:</p>
<p>• acesso das vacas a áreas como açudes, brejos, lagoas, etc., nas fazendas;</p>
<p>• épocas de temperaturas elevadas e chuvas fortes;</p>
<p>• cama de areia reciclada e contaminada;</p>
<p>• práticas de higiene de ordenha e de ambiente deficientes;</p>
<p>• uso de bisnagas por via intramamária sem desinfecção prévia da extremidade dos tetos;</p>
<p>• transmissão de vaca para vaca na sala de ordenha.</p>
<p>• Em relação ao diagnóstico, e como Prototheca cresce muito lentamente em placas de cultura microbiológica tradicional, a cultura pode fornecer resultados falso-negativos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13011 aligncenter" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro-1024x684.jpg" alt="" width="811" height="542" srcset="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro-1024x684.jpg 1024w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro-300x200.jpg 300w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro-768x513.jpg 768w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro-800x534.jpg 800w, https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mastite-barro.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 811px) 100vw, 811px" /></p>
<p>Como pode ser observado, a mastite causada por Prototheca é uma condição desafiadora devido à natureza desse microrganismo. Ao contrário de bactérias, Prototheca spp. geralmente não são isoladas em culturas microbiológicas tradicionais realizadas em fazendas e mesmo em laboratórios, tornando o diagnóstico e tratamento mais complicados. Além disso, esse agente patogênico não responde aos antibióticos, o que agrava ainda mais o problema.</p>
<p>Devido ao impacto econômico que um resultado positivo ou falso-negativo para Prototheca pode ter na atividade leiteira, é importante que, nos casos de mastite clínica reincidente em que não há cura, outras ferramentas de diagnóstico como, por exemplo, PCR sejam usadas. Isso permite que os produtores segreguem mais rapidamente as vacas infectadas do rebanho e descartem os animais quando necessário, uma vez que não existem tratamentos eficazes ou aprovados disponíveis para a mastite por Prototheca.</p>
<p>A reincidência da mastite no animal submetido a tratamento com antibiótico é uma preocupação significativa. Como o microrganismo causador não é eliminado pelo tratamento com antibiótico, a infecção pode persistir e ressurgir repetidamente. Isso não apenas causa desconforto para o animal afetado, mas também pode levar a complicações adicionais, como danos permanentes ao tecido mamário e redução expressiva na produção de leite.</p>
<p>Em resumo, a mastite causada por Prototheca representa um desafio clínico significativo pelo fato deste patógeno não responder aos tratamentos com antibióticos, pela dificuldade de diagnóstico e pela alta taxa de reincidência. O desenvolvimento de estratégias de tratamento mais eficazes e métodos de diagnóstico mais sensíveis é crucial para melhorar o manejo e a prevenção dessa condição em rebanhos leiteiros.</p>
<p>Fique atento produtor! Casos de mastite em que não há crescimento  nas culturas microbiológicas, que não respondem aos antibióticos e que são reincidentes merecem uma atenção especial, porque podem ter relação com algas como Prototheca. Nestes casos, a mastite pode se<br />
disseminar silenciosamente no rebanho e causar grandes prejuízos.</p>
<p>Com isto, a única solução é a revisão do manejo e o descarte do animal! Mais uma vez, o monitoramento é imprescindível, e só controla quem monitora!!!!!</p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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