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	<title>Causos da Roça &#8211; Cooperabaeté</title>
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	<description>Uma Cooperativa que Fazemos Juntos</description>
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	<title>Causos da Roça &#8211; Cooperabaeté</title>
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	<item>
		<title>A cachorra que Deixou o Dono Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 13:48:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos, tenho percebido que a fauna tem sido melhor preservada, apesar do avanço da agricultura e da pecuária. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tenho percebido que a fauna tem sido melhor preservada, apesar do avanço da agricultura e da pecuária. A conscientização aumentou e, com isso, a presença de animais silvestres no meio rural tornou-se mais frequente. Também o mau trato aos animais domésticos passou a ser combatido, diminuindo bastante em relação ao passado</p>
<p>A história de hoje, contada pelo meu amigo José Eustáquio Marcelino, vem justamente desse tempo não tão distante em que certas práticas ainda ocorriam. Trata-se da decisão, nada recomendável, de um morador da zona rural que queria se livrar de uma cadela</p>
<p>A solução que o fazendeiro encontrou foi conduzir a cachorra até a cidade de Abaeté. Depois de percorrer várias ruas centrais, abandonou o animal na tradicional feira que acontecia aos sábados. Naquele tempo, a feira ainda era na praça da Prefeitura.</p>
<p>Depois de se desfazer da cadela, o fazendeiro realizou algumas compras, abasteceu o carro e voltou para casa. Ao chegar, teve uma grande surpresa: a cachorrinha abandonada já estava de novo na fazenda.</p>
<p>Na hora, bateu um arrependimento. O homem se sentiu até aliviado ao ver a cachorra de volta. Por um tempo, desistiu da ideia de se livrar dela</p>
<p>Meses depois, a mulher reclamou que a cadela estava comendo os ovos nos ninhos das galinhas. E lá foi refeito o plano de se livrar da Pretinha, que era o nome da vítima</p>
<p>Na primeira oportunidade, o homem levou a cachorra novamente para uma viagem sem volta. Dessa vez, procurou ser mais eficiente. Percorreu toda a cidade, deixou a cadela caminhar livremente, tornou a colocá-la no carro e pegou estrada em direção contrária à sua residência</p>
<p>Depois de vários quilômetros rodados, deixou a rodovia e adentrou uma floresta de eucalipto. Estacionou o carro e caminhou em zigue-zague pela mata por mais de uma hora. Deixou a cadela em liberdade e se deitou à sombra de uma árvore.</p>
<p>Acabou dormindo. Quando acordou, já anoitecia. A cachorra não estava mais ali. Decidiu telefonar para casa. A mulher atendeu e deu a notícia: “A Pretinha voltou, está aqui. E você, onde está?”</p>
<p>O fazendeiro, meio envergonhado, respondeu: “Estou perdido, numa floresta de eucalipto, perto do Quartel. Mande alguém trazer essa cachorra aqui, para ver se ela me encontra”.</p>
<p>Postado por: Renato Alves</p>
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		<title>O Pirralho &#8211; Causos da Roça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 14:04:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje me lembrei de um acontecimento familiar interessante, do início da década de 1990, que envolve pessoas muito queridas. Naquele [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje me lembrei de um acontecimento familiar interessante, do início da década de 1990, que envolve pessoas muito queridas. </p>
<p>Naquele dia, eu estava em viagem de serviço, e minha família permanecia em nossa residência, em Belo Horizonte.</p>
<p>Meu saudoso irmão Aguimar, que morava em Brasília, esteve em Abaeté visitando nossa mãe e, de lá, seguiu para a capital mineira para ver os irmãos e sobrinhos que ali moravam.</p>
<p>A última visita foi à minha casa. Mesmo sabendo que eu não estava, fez questão de visitar minha esposa e meus filhos. Quando se despediu para ir à rodoviária pegar o ônibus de volta a Brasília, minha esposa, para ser gentil com o cunhado, resolveu chamar um táxi e acompanhá-lo até o terminal.</p>
<p>Ao chegar lá, nem desceu do carro: apenas se despediu e pediu ao motorista que fizesse o caminho de volta, pois havia deixado o filho mais novo, de sete anos, sozinho em casa. Os irmãos estavam no colégio.</p>
<p>O que ela não imaginava é que, nesse intervalo, o caçula, já alfabetizado e bastante esperto, começou a se preocupar com a solidão e decidiu agir. Pegou o “catálogo de telefones” (aquele livrão amarelo que, à época, era tão importante quanto o Google de hoje), achou o número da rodoviária e ligou para o serviço de informações. Foi transferido para outro setor e, com toda a seriedade, fez um pedido de emergência.</p>
<p>Poucos minutos depois, meu irmão levou um susto com o seguinte anúncio no serviço de alto-falante: “Atenção, senhora Vitória Oliveira: o senhor Rodrigo Augusto pede para a senhora ligar agora para sua residência.” O tio Aguimar não teve dúvida. Correu até uma cabine telefônica, ligou para minha casa e foi atendido pelo pequeno Rodrigo, que, depois de assegurar que estava bem, levou uma bronca do tio e<br />
foi informado de que a mãe já estava a caminho.</p>
<p>Antes de embarcar, meu irmão ainda voltou ao balcão do serviço de alto-falante e pediu que desconsiderassem o aviso, explicando que “o senhor Rodrigo era apenas um pirralho com medo de ficar sozinho em casa”.</p>
<p>Postado por: Renato Alves</p>
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		<title>Os “tírpios de faleiro” do Dr. Ildeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 19:41:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[O Abaeté de antigamente tinha suas noites boêmias, animadas e cheias de histórias. Numa delas, uma discussão acalorada entre dois [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Abaeté de antigamente tinha suas noites boêmias, animadas e cheias de histórias. Numa delas, uma discussão acalorada entre dois apaixonados acabou em tiroteio. Foram sete disparos de um calibre .22 &#8211; o famoso “faleiro”, que mais fura do que mata &#8211; deixando o rapaz todo marcado, mas, por sorte, ainda vivo.</p>
<p>Levaram-no às pressas para o hospital, onde foi atendido pelo saudoso Dr. Ildeu Alves de Souza, um dos primeiros associados da Cooperabaeté, que nos deixou no mês passado, mas permanece vivo na memória de todos pela competência e pelo bom humor.</p>
<p>Enquanto retirava as balas e costurava o paciente, a enfermeira, aflita, gritou:</p>
<p><strong>&#8211; Doutor, doutor! Ele está com uma bala na boca!</strong></p>
<p>Sem se abalar, Dr. Ildeu respondeu com aquele jeito que só ele tinha:</p>
<p><strong>&#8211; Então fala pra ele chupar essa bala aí… daqui a pouco eu tiro ela também.</strong></p>
<p>O paciente sobreviveu para contar a história. E o Dr. Ildeu deixou, mais uma vez registrada, não só sua habilidade como médico, mas também sua marca na vida e no anedotário de Abaeté.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Por: Rogério Lage de Oliveira &#8211; Presidente da Cooperabaete</em></strong></p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-12889 alignleft" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/02/rogerio-lage.png" alt="" width="178" height="183" /></p>
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		<title>Prosa ruim e piquenique no Riacho das Areias &#8211; Causos da Roça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 16:42:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhei como consultor do Eustáquio Márcio durante uns cinco ou seis anos, na época do Educampo. Ele me recebia todo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhei como consultor do Eustáquio Márcio durante uns cinco ou seis anos, na época do Educampo. Ele me recebia todo mês com um café passado na hora e muita conversa &#8211; daquelas bem compridas, que não acabam nunca. Gente boa, mas a prosa era ruim demais da conta. E eu digo isso com todo carinho: ruim de tão boa.</p>
<p>De manhã já tinha café com história, e no fim da tarde, antes de eu ir embora, ele inventava um lanche só pra prosear mais um pouco. Era sempre assim.</p>
<p>Um dia, estávamos almoçando lá na fazenda, e ele chegou com aquele jeitão dele, se ajeitou na cadeira e mandou, do nada:<br />
&#8211; Rogério, qual que é a primeira lembrança que você tem da sua vida?</p>
<p>Quis fazer graça e respondi:<br />
&#8211; A primeira lembrança que eu tenho, Eustáquio, foi o dia que o médico me puxou pela cabeça, vi uma claridade danada, chorei, me deram um tapa na bunda&#8230; Foi o dia que eu nasci!</p>
<p>Ele deu aquela risada dele, meio contida, e rebateu sem pensar duas vezes:<br />
&#8211; Uai, Rogério… a primeira lembrança que eu tenho foi lá no Riacho das Areias. Fui pra um piquenique com meu pai&#8230; e voltei com a minha mãe!</p>
<p>E foi assim que a prosa do Eustáquio ganhou de novo. Quem dera toda conversa ruim fosse tão boa de escutar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Por: Rogério Lage de Oliveira &#8211; Presidente da Cooperabaete</em></strong></p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-12889 alignleft" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/02/rogerio-lage.png" alt="" width="178" height="183" /></p>
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		<title>Menino ou Menina? – Causos da Roça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eustáquio Márcio de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 20:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Há muitos anos, quando ingressei no serviço público, fui morar em Aracaju, capital de Sergipe, o menor estado do Brasil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos, quando ingressei no serviço público, fui morar em Aracaju, capital de Sergipe, o menor estado do Brasil em extensão territorial. É um lugar maravilhoso, de gente hospitaleira e trabalhadora. Em razão do meu trabalho, acabei conhecendo todos os municípios do Estado, que também não eram muitos. Foi assim que descobri a história que vou contar aqui.</p>
<p>Naquele tempo, não havia esse costume de mulheres grávidas fazerem exames de ultrassom durante a gravidez, para acompanhar o desenvolvimento do feto e também conhecer previamente o sexo da criança, como é comum atualmente. Claro, já havia esse tipo de exame, mas não era utilizado para esse fim.</p>
<p>Os casais então recorriam a crendices para tentar saber se teriam um menino ou uma menina.</p>
<p>Mas, numa simpática cidade do interior de Sergipe, surgiu um médico que se dizia especialista em definição prévia do sexo de crianças, a partir do quarto mês de gestação.</p>
<p>Claro, o doutor se tornou uma celebridade na região. Apesar de ser um exame caro, o consultório do especialista ficava sempre cheio.</p>
<p>Com o tempo, vieram muitas polêmicas sobre acertos e erros do diagnóstico.</p>
<p>O caso chegou à polícia, porque casais insatisfeitos acusaram o médico de erro no exame na análise prévia realizada.</p>
<p>Na investigação, que teve busca e apreensão no consultório médico, além de oitivas de testemunhas e várias diligências, apurou-se que o doutor lançava na sua ficha o nome da mãe grávida e o sexo da criança, além de data e horário do exame, ao tempo que informava ao casal o sexo da feto, mas sempre invertendo o resultado escrito na ficha da paciente.</p>
<p>Ou seja se colocasse na ficha “masculino”, aos pais dizia “menina”. Se acertasse, não haveria reclamação. Mas, se não acertasse e recebesse a visita dos pais insatisfeitos, com calma, ele perguntava o nome da mãe, abria o fichário, informava a data e hora do atendimento e dizia: “se a senhora teve uma menina, foi mais um acerto meu. Está aqui registrado”. E mostrava a ficha.</p>
<p>Por Osvaldo</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Quem Tem Medo de Leão? – Causos da Roça</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/quem-tem-medo-de-leao-causos-da-roca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 11:32:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma grande diversão do nosso tempo de criança era quando os circos vinham para Abaeté, com seus palhaços, malabaristas, bailarinas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma grande diversão do nosso tempo de criança era quando os circos vinham para Abaeté, com seus palhaços, malabaristas, bailarinas e animais. Eles eram montados nos lotes vagos da cidade e sempre geravam um grande alvoroço na cidade.</p>
<p>Uma vez, montaram um circo nos lotes que haviam onde hoje é a Secretaria Municipal de Saúde e o Samu, em frente ao Quartel da Polícia Militar. E era daqueles circos com muitos animais: leão, elefante, macaco.</p>
<p>Estávamos naquela região, quando vimos um senhorzinho que vinha do Bicué com a charrete carregada de lenha. Quando ele chegou na esquina anterior da delegacia, um rapaz foi logo avisando:</p>
<p>&#8211; Se eu fosse o senhor, não passava na frente do circo não, porque lá tem um leão, que tá rugindo demais da conta. É cada urro lá que esse seu cavalo vai assustar e vai fazer arte.</p>
<p><strong>O senhorzinho respondeu:</strong></p>
<p>&#8211; Não, sô. Cavalo meu não assusta com leão não. Ele nunca viu um leão na frente dele! Como é que ele vai assustar com o leão?</p>
<p>E seguiu direto, em direção ao circo O leão estava enjaulado e, quando viu o cavalo passando, deu um rugido daqueles que podiam ser ouvidos a oito quilômetros de distância, pra defender mesmo o território e espantar qualquer intruso.</p>
<p>Esse cavalo assustou tanto que saiu a mil por hora com a charrete. Naquele tempo, não tinha asfalto, nem calçamento ali. Era rua de terra, com mais buraco que na lua.</p>
<p>O cavalo disparou daquele jeito em direção à Avenida Joaquina do Pompéu, e você só via lenha caindo de um lado, caindo do outro. De repente, o senhorzinho também caiu da charrete.</p>
<p>E o cavalo só parou mesmo quando chegou na avenida, e só com o cabeçalho da charrete. Tudo o mais ficou pra trás: a mesa da charrete, a lenha e o velho teimoso.</p>
<p>De lá pra cá, esse cavalo não podia escutar nada parecido com o rugido do leão que ficava louco. E o senhorzinho, além de perder a lenha e a charrete, ficou com a perna quebrada.</p>
<p><strong>Por: Rogério Lage de Oliveira </strong></p>
<p><em><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12889" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/02/rogerio-lage.png" alt="" width="227" height="234" /></strong></em></p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Astrólogo? &#8211; Causos da Roça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 14:08:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[No meu tempo de jovem estudante em Abaeté, sem redes sociais, os costumes eram bem mais conservadores do que os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No meu tempo de jovem estudante em Abaeté, sem redes sociais, os costumes eram bem mais conservadores do que os atuais. Era comum ouvir programas musicais pelo rádio, principalmente, de emissoras do Rio de Janeiro e São Paulo. Todos nós sabíamos na ponta da língua as dez músicas mais tocadas na semana nas principais capitais do País. Quase todos gostavam ler ou ouvir as previsões do horóscopo. As meninas costumavam portar caderninhos com capas coloridas, onde registravam entrevistas feitas com os meninos. Claro, nos finais de semana, havia as horas dançantes, abrilhantadas pela música mecânica das radiolas que tocavam discos antigos de vinil.</p>
<p>Foi nesse cenário que decidi lançar a notícia de que concluíra um curso de astrologia, com especialização em construir o “mapa astral” das pessoas. O objetivo era apenas brincar, porque eu não acreditava nisso. Fiquei surpreso com a grande repercussão da notícia. Minha agenda ficou cheia. Todas as meninas queriam falar comigo, pedir uma consulta, um mapa astral ou a minha “opinião abalizada” sobre o seu futuro amoroso.</p>
<p>Claro, li muito sobre o assunto e percebi que o segredo é não particularizar as respostas, nem estabelecer prazos certos para as realizações. Por um tempo, deu certo. Mas teve uma cliente que estava muito desesperançada, porque a pessoa por quem ela nutria uma paixão secreta nem parecia notar a sua presença.</p>
<p>Dentro do meu propósito de agradar, sem me comprometer muito, eu aconselhei a moça a ter mais confiança em si, porque os astros apontavam que o amor dela seria correspondido. Ela acreditou nisso como se fosse um recado.</p>
<p>À noite, na hora dançante, a moça se aproximou de mim, me convidou para dançar e, de repente, tascou um beijo em mim. Antes que eu pudesse reagir, fez uma grande declaração de amor. Não foi fácil desfazer esse terrível equívoco. Fiquei desacreditado como astrólogo.</p>
<p>Por: <em><strong>Eustáqui Márcio de Oliveira</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12217" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/06/eustaqui-marcio-de-oliveira.png" alt="" width="227" height="234" /></p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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		<title>Peraltices e Castigos &#8211; Causos da Roça</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/peraltices-e-castigos-causos-da-roca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 18:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Tem fatos da nossa infância que a gente nunca esquece. Marcam pra vida inteira. E nos provocam umas boas risadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem fatos da nossa infância que a gente nunca esquece. Marcam pra vida inteira. E nos provocam umas boas risadas quando lembramos. Esse fato aconteceu entre 1970 e 1971, eu devia ter uns quatro anos de idade. Morava na fazenda e era daqueles meninos custosos demais da conta, que davam muito trabalho para os pais.</p>
<p>O que eu mais gostava era de ficar atrás do meu pai, acompanhando tudo o que ele fazia. Gostava demais quando ele mexia com gado. E achava o trem melhor do mundo ver meu pai esquentar o ferro até ficar vermelho e marcar uma criação, um boi, uma vaca.</p>
<p>Meu pai tinha comprado uma variante verde, dos primeiros carros que vinham com acendedor de cigarro. Ele fumava muito, toda hora acendia um cigarro. E eu achava interessante demais ver o acendedor ficar vermelhinho. Não precisava nem virar a chave para acionar.</p>
<p>Um dia, aprontei muito e minha mãe me colocou de castigo dentro da variante. Ela estava fazendo comida e ficava me olhando, já que a cozinha era quase ao lado da garagem.</p>
<p>Dentro do carro, eu apertei o acendedor de cigarro, olhei praquilo, vermelhinho, e pensei:</p>
<p>&#8211; Igualzinho o pai marcando o gado.</p>
<p>Então, eu pegava o acendedor de cigarro, ia no forro da porta do carro e falava assim:</p>
<p>“toma ferro, boizinho!” “Toma ferro, boizinho”.</p>
<p>Nessa brincadeira, eu queimei de 20 a 30 locais no forro da porta. Vocês imagina o tamanho da surra que eu levei do pai e da mãe pra explicar essa peraltice?</p>
<p><em><strong>Por: Rogério Lage de Oliveira</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12889" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2024/02/rogerio-lage.png" alt="" width="227" height="234" /></p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência Animal &#8211; Causos da Roça</title>
		<link>https://cooperabaete.com.br/inteligencia-animal-causos-da-roca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 12:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[De vez em quando, escrevo uma história que sugere a discussão sobre a possibilidade da existência de inteligência animal. Não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando, escrevo uma história que sugere a discussão sobre a possibilidade da existência de inteligência animal. Não quero opinar sobre a matéria, nem estabelecer debates com quem classifica atitudes dos animais como meros instintos. Mas, sempre que presenciar um bom acontecimento relacionado a esse tema, vou relatar, para incentivar a polêmica.</p>
<p>O causo de hoje é exemplo que se enquadra bem nesse assunto discutível do mundo animal. É também uma forma de homenagear a memória do meu cachorro de estimação, o Bob, que morreu este ano. Era um mestiço das raças rottweiler e pastor alemão, que tinha o corpo e as cores da primeira raça e a inteligência da segunda.</p>
<p>O Bob era o cão de guarda, o companheiro de caminhadas e o amigo fiel. Ele seguia as rotinas da casa, cuidava dos outros cães, das galinhas e se preocupava sempre com nosso bem estar.</p>
<p>No ano passado, apareceu no galinheiro um pintinho solitário, sem uma galinha-mãe para lhe dar os devidos cuidados. Para que o pintinho abandonado não morresse à míngua, minha mulher resolveu colocá-lo numa caixa de papelão, onde oferecia comida e água, além de outros cuidados.</p>
<p>Como era período de inverno, a caixeta com o pintinho era levada ao deck da piscina de manhã, para o banho de sol do vivente. À tarde, quando a sombra já cobria toda a área, a caixa com o filhote era levada a um local coberto e fechado, para a necessária proteção noturna.</p>
<p>Num final de tarde, quase início de noite, o Bob ficou nervoso, inquieto e claramente tentando chamar nossa atenção. Tive de verificar o que afligia tanto o meu amigo cachorro.</p>
<p>Ao perceber minha presença, o Bob foi ao meu encontro e, praticamente, me empurrou para o local onde estava a caixa com pintinho órfão. Nesse momento, compreendi o motivo do desespero do cachorro, chamei minha esposa e lembrei que ela havia se esquecido de guardar o filhote.</p>
<p>Resumo da ópera, a ave foi recolhida ao seu abrigo e o cão se deitou na varanda, tranquilo e com a sensação de dever cumprido. Seria instinto animal, ou inteligência?</p>
<p><em><strong>Por: Estáquio Márcio de Oliveira</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12217" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/06/eustaqui-marcio-de-oliveira.png" alt="" width="227" height="234" /></p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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		<title>Goleada no Interior &#8211; Causos da Roça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 18:53:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos da Roça]]></category>
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					<description><![CDATA[Publicado no Jornal Cooperabaeté, em dezembro de 2010. Oi pessoal. Hoje vou contar pra vocês alguns lances de uma partida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Publicado no Jornal Cooperabaeté, em dezembro de 2010.</strong></em></p>
<p>Oi pessoal. Hoje vou contar pra vocês alguns lances de uma partida de futebol disputada no interior do nosso município, no lugar conhecido como Farinha Podre, lá por volta de 1.950.</p>
<p>Como é de conhecimento de todos, o futebol é praticado em nosso Abaeté muito antes dessa época. Os povoados e os vilarejos também já ostentavam suas equipes, promovendo campeonatos, torneios e amistosos. No entanto, vale lembrar que muitas coisas mudaram daquela época para os dias de hoje. As regras, a arbitragem, os uniformes, as bolas, apitos e, sobretudo, a maneira de jogar.</p>
<p>Para se ter uma idéia, a bola era feita de bexiga de porco, curtida com sebo de carneiro e outros produtos para fortalecê-la e dar-lhe um pouco de peso. Depois de cheia, amarrava-se um cordão em sua extremidade e já estava prontinha para o espetáculo.</p>
<p>Os uniformes eram calças normais, com cinto e tudo. As camisas eram de panos com colarinhos, algibeiras e botões. As chuteiras eram as próprias botinas usadas para o trabalho. Os árbitros atuavam com um chapéu e revólver na cintura para garantir a disciplina. A arma era o tira teima. As traves não tinham redes e o campo era marcado com cinza. Portanto, muito diferente de hoje.</p>
<p>Bola rolando, a Farinha Podre era o time da casa e enfrentava um equipe da beira do Rio Indaiá. Partida muito difícil para ambas as partes, bastante disputada. Nos instantes finais, ainda estava no zero a zero quando pinta um escanteio a favor da Farinha Podre.</p>
<p>Zé Preto, zagueirão do time da casa, medindo um metro e noventa de altura, muito forte, rápido, resolve partir para o ataque. O ponteiro direito cobra o escanteio e a bola sobe muito por causa do vento que a joga para fora da grande área. Aí surge o Zé Preto correndo muito e mata a bola no peito.</p>
<p>Quando ele percebe, o cordãozinho da bola havia prendido no botão mais alto de sua camisa. Ele não perdoa. Dispara para a área, desviando dos adversários, com a bola presa ao peito, entra no gol e grita&#8230; é uuuuuuuum. Dá meia volta, entra no gol e grita&#8230; é dooooois. Dá outra meia volta, passa de novo dentro do gol e grita&#8230; é treeeeeis. Por último, ele prende o braço ao poste do gol e girando em torno dele, continua contando seu gols.</p>
<p>Quando ele gritou dezesseeeeete, levou um galho de árvore na cabeça, aplicado por torcedores rivais, pondo fim à goleada. Nunca se viu antes tantos gols em tão pouco tempo. Principalmente marcados por um zagueiro.</p>
<p><strong>Por: Jairo Andrade (Parceiro) &#8211; In Memorian</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12798" src="https://cooperabaete.com.br/wp-content/uploads/2023/12/jairo-parceiro-abaete-mg.jpg" alt="" width="227" height="234" /></p>
<p><em><strong>Publicado por: Renato Alves</strong></em></p>
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