Dia 15 de agosto, o curral da Fazenda Campo Alegre, de propriedade do presidente da Cooperabaeté, Rogério Lage, foi transformado em sala de aula, no Dia de Campo Integração Lavoura Pecuária: Boi Safrinha. Foi
um encontro onde teoria e prática andaram lado a lado, mostrando que é possível unir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade na mesma lavoura.
Ali, após a colheita da soja, foi realizada a sobressemeadura de Brachiaria ruziziensis, criando uma pastagem de alta qualidade para 64 fêmeas de raças como nelore, aneloradas e girolandas. A suplementação foi feita com a Ração TIP Boi Safrinha, formulada pela Cooperabaeté especialmente para esse tipo de sistema e fornecida diariamente na proporção de 1,2% do peso vivo dos animais. “Obtivemos um ganho médio de 1,2 kg por animal/dia, o que é bastante expressivo para um modelo semi-intensivo”, destacou o médico veterinário Diego Cruz, da Cooperabaeté/Rumbra, em sua palestra. O custo por arroba produzida ficou em torno de R$ 175, competitivo frente a outras formas de engorda.
Além do desempenho zootécnico, os benefícios também chegam à agricultura. A rotação de culturas favorece a estrutura do solo e pode aumentar a produtividade da soja em até 15 sacas por hectare. “Nosso objetivo
Integração lavoura-pecuária: conhecimento, resultados e futuro no campo foi mostrar que a pecuária pode ser uma aliada poderosa da agricultura, agregando valor à lavoura e promovendo a sustentabilidade do sistema”, completou Diego.

O ciclo de palestras foi aberto pelo engenheiro agrônomo da Cooperabaeté, Augusto Goretti, que explicou a técnica de sobressemeadura da braquiária na soja. Na sequência, integrantes do Sicoob Credinacional presentaram as principais linhas de crédito rural e as novidades do Plano Safra 2025.
Diego abordou as oportunidades de maximizar seus lucros, da lavoura ao boi gordo, trazendo resultados obtidos na Fazenda Campo Alegre. E o diretor da Canindé, Leonardo Maciel, mostrou como o produtor pode utilizar o seguro de preço para se proteger das oscilações do mercado do boi.
Para Constantino Dias Neto, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Abaeté, o diferencial do evento foi a conexão direta com a realidade do campo: “Foi um Dia de Campo muito coerente com o nosso dia a dia. Não teve maquiagem. Qualquer produtor que acompanhou o processo, desde o plantio até a venda do animal, sai daqui sabendo que pode aplicar em sua propriedade.”
O engenheiro agrônomo Daniel Rigoto, de Dores do Indaiá, contou que já trabalha com integração milho-braquiária e pretende aplicar os conhecimentos adquiridos no confinamento que está iniciando este ano. “Gostei muito do evento, especialmente da palestra sobre a trava de boi, um assunto que eu não conhecia. Esses encontros são fundamentais”, reconheceu.
Daniel administra três propriedades na região e é parceiro da Cooperabaeté tanto na compra de insumos como na aquisição de ração para confinamento. “A parceria tem dado certo. A logística da cooperativa facilita muito, e para o ano que vem já pretendo ampliar os investimentos em pastagem”, relatou.
Para o produtor Aguimar Júnior, da Agropecuária Santo Antônio, em Frei Orlando/Morada Nova de Minas, o Dia de Campo “foi um evento muito rico, diferente de tudo que eu já tinha visto. Começamos aprendendo como produzir bem e terminamos aprendendo como vender”, destacou.
Aguimar ressaltou que a pecuária de sua fazenda já é integrada à agricultura irrigada e que, além da produção crescente de soja, investe em confinamento com apoio da cooperativa. “Só este ano já usamos 12 cargas de ração da Cooperabaeté. A qualidade do sal mineral e das rações tem refletido diretamente nos ganhos de peso do rebanho”, finalizou.
Postado por: Renato Alves




